Perfil oficial · escrito pela Siversa

Inácio Sumbane, o engenheiro que trata um ERP como obra de Estado

Este texto não é um depoimento na primeira pessoa. É o retrato que a empresa faz do fundador: quem é, o que construiu, como liga as peças e com que disciplina trata a segurança. Serve de mini-biografia e de currículo profissional.

12+ anos de engenharia Especialista .NET ERP, POS, CRM, CodeBot

Quem a Siversa apresenta

Inácio Sumbane é engenheiro de software moçambicano, fundador e arquitecto-chefe do SiversaERP. Junta engenharia, produto e marketing no mesmo ofício, com trabalho contínuo em ERP e pagamentos, e com pós-graduação em Psicologia centrada no comportamento humano e na resiliência mental. A empresa confirma o essencial: mais de doze anos a escrever sistemas que têm de aguentar fila no balcão, corte de luz e inspecção fiscal.

Engenheiro Inácio Sumbane junto a um terminal POS e um tablet

O ofício começou em Nampula, na Moz Sistemas, e no grupo que hoje se chama Sumbanix Software Group, do qual é engenheiro e director geral. É ainda fundador do Grupo PixMoz e, desde Julho de 2025, Chief Technology Officer da 3SIX Business Solutions, anunciado pela própria 3SIX. Antes passou pela presidência executiva da ITCORE GROUP. Em público, a linha é curta: estratégia, silêncio, disciplina.

Em 2017 ligou o pagamento por referência à cobrança de propinas e taxas em escolas: a instituição emite a referência, o encarregado paga no canal que já usa, o sistema reconcilia sem fila no tesoureiro. No mesmo fio de trabalho integrou APIs de carteira móvel, entre elas M-Pesa e M-Mola, para o dinheiro entrar no ERP e no posto sem o operador copiar comprovativos à mão.

Quando o software entende o contexto, a empresa deixa de lutar contra a ferramenta e passa a focar-se no negócio.

Inácio Sumbane, citado pela Siversa

Percurso, do diploma ao ecossistema

A formação de base é a Licenciatura em Engenharia Informática e de Telecomunicações na Universidade Politécnica, em Maputo. O resto aprendeu-se no terreno. O perfil público marca Novembro de 2015 como o início da Siversa ERP: arquitectura, produto e engenharia sob a mesma mão. A versão desktop que o mercado ainda reconhece consolidou-se a partir de 2018, com facturação, tesouraria, restauração e hotelaria, feita ao lado de operadores que não tinham paciência para ecrãs traduzidos.

2014

Engenharia de software na Moz Sistemas, Nampula, no que viria a ser o Sumbanix Software Group.

2015

Fundação da Siversa ERP. Arquitectura, estratégia de produto e código na mesma mesa.

2018 a 2022

Desktop legado (Siversa v2) em facturação, tesouraria, restauração e hotelaria. Expansão modular pedida por clientes em Maputo, Nampula, Beira e Pemba.

2023 até hoje

SiversaERPv4 na cloud: multi-tenant Remote, POS WPF, CRM Admin e portal MySiversa, manuais e sites públicos.

2024 a 2025

Direcção geral do Sumbanix Software Group. CTO na 3SIX Business Solutions. Continuidade do GraduadoERP para instituições de ensino.

Em Moçambique, a gestão empresarial ainda passa por pacotes licenciados no estrangeiro ou por folhas que ninguém reconcilia. A tese de Sumbane foi outra: um ERP nacional com profundidade de sistema grande, escrito para o metical, o NUIT e o ritmo do balcão.

O que a empresa quer dizer com especialista .NET

.NET é a plataforma da Microsoft para software de longa duração: uma máquina virtual (CLR), uma biblioteca de classes e linguagens, sobretudo C#. Não é um atalho de página web. É o sítio onde se constroem sistemas que têm de viver dez anos sem ser reescritos de raiz.

No trabalho de Sumbane isso traduz-se em três superfícies. No backoffice, ASP.NET MVC sobre .NET Framework, com tenants Remote, sessão Forms, privilégios por módulo e um binder decimal que aceita o ponto do JavaScript sem zerar o metical quando a cultura da página é pt-PT. No posto, WPF para o SiversaPOS: cliente Windows, persistência SQLite no Standalone, SQL Server da loja na edição Pro, zero chaves secretas embutidas no executável. Por baixo, SQL Server no ERP e no CRM, com schema tratado como contrato, não como detalhe que o Entity Framework inventa.

A mesma disciplina aparece em pagamentos digitais, APIs e, noutros projectos do grupo, bilheteira e plataformas expostas ao público. O ponto não é coleccionar siglas. É manter um runtime único o bastante para o ERP, o POS e o CRM falarem a mesma língua sem partilharem a mesma fronteira de confiança.

O ecossistema que ele desenhou

Quem olha só para o site vê um ERP cloud. Quem olha para a solution vê uma família. Sumbane trata cada peça como produto, não como anexo.

SiversaERP v4 Web

Backoffice Sv4Cloud. Facturação, stock, tesouraria, contabilidade, logística, hotelaria e módulos sectoriais. Multi-tenant Remote: cada empresa com a sua connection string no pedido, caches particionadas, privilégios CRUD e acções finas.

SiversaPOS

Cliente WPF para o balcão. Standalone em SQLite, Pro com SQL da loja. Licença, pagamento e updates passam pelo CRM, nunca pela connection string do ERP. Há garçom em LAN e um pipeline de release com ConfuserEx.

Siversa v2 Desktop

O legado Manager Desktop, ainda vivo em instalações que ainda não migraram. É a prova de que o produto não nasceu na cloud: nasceu no posto, com operadores reais, e depois subiu.

CRM Admin e MySiversa

Dois planos no mesmo site, cookies mutuamente exclusivos. O admin gere tenants, licenças POS, comprovativos e catálogo. O MySiversa é o portal do cliente: conta, subscrição, facturação e serviços da empresa.

Sumbanix CodeBot

Estúdio de modelação. O schema SQL é a fonte de verdade. O CodeBot exporta manifesto, canonical e migrations; o ERP consome o export; o operador aplica no tenant. Código e base não divergem por um «já que estou aqui».

Sites e manuais

www.siversa.co.mz, landing do POS, crm.siversa.co.mz, manuais de ecrã do ERP e do POS. A voz pública e a voz do operador saem da mesma cabeça de produto.

Como as plataformas se falam

A integração, no desenho de Sumbane, é um contrato, não um atalho. O posto não abre a base do ERP. O SiversaPOS autentica licença e updates no CRM, por HTTPS, com desafio RSA no dispositivo. O ERP Web resolve o tenant no pedido e isola sessão, cache e documentos. A factura de fornecedor e a nota de entrada encontram-se no processo de logística, mas a NE não inventa conta a pagar. O desktop v2 permanece à parte até haver cutover.

No CRM, o admin e o MySiversa não convivem no mesmo browser como se fossem a mesma pessoa: o login de um plano expira o cookie do outro. No POS, o check-in é oportunista; o bloqueio duro vem da validade da licença, da revogação e do tamper, não de quinze dias sem internet. Quem lê isto como catálogo de features engana-se. É um mapa de fronteiras.

A doutrina de segurança

Sumbane escreve segurança como recusa de teatro. No ERP, privilégio não é um if perdido no controller: é catálogo, seed e fail-closed. O dinheiro arredonda-se a duas casas no ecrã, na validação e na persistência, para o operador não viver um número e a base outro. Os tenants não partilham cache de processo. Os cookies de planos distintos não ficam os dois válidos. Nada disto se anuncia como «impenetrável». Anuncia-se como verificável.

No SiversaPOS o executável assume-se desmontável. Por isso não leva chaves de API, HMAC nem connection string privilegiada. A autoridade da licença está no servidor. O cliente guarda um lease protegido por DPAPI e um watermark contra relógio e downgrade. A ofuscação ConfuserEx aumenta o custo de leitura; não substitui o check-in. No trial, o tecto de vendas vive no watermark, não num comentário no código.

A frase que ele publicou no LinkedIn serve de epígrafe a esta secção: «Permissão não é um if perdido no Controller. É arquitectura.» A Siversa adopta-a como norma de casa.

Sumbanix CodeBot, a fábrica que ele idealizou

Há fundadores que desenham o produto e deixam o schema ao acaso. Sumbane fez o inverso: inventou uma ferramenta para o modelo de dados mandar no código. O Sumbanix CodeBot (SumbanixCodebotweb) é o sítio onde se grava a entidade, se exporta o lote e se aplica a migration no tenant. O manifesto leva checksum. O ERP não «alinha» o disco à mão. Se o checksum falha, reexporta-se. Não se pinta o JSON.

Isto é automação com carácter. Gerar código sem contrato é débito. Gerar código a partir de um schema versionado, com o operador a aplicar o SQL, é a forma de um único arquitecto manter um ERP de dezenas de módulos sem o modelo se desfazer. O CodeBot não substitui o julgamento. Multiplica a mão que já sabe o que não pode inventar.

Currículo profissional, em linha

Funções públicas cruzadas com o LinkedIn e com os anúncios das empresas. Datas aproximadas ao perfil.

QuandoFunçãoCasa
2014 até hojeSoftware EngineerMoz Sistemas / Sumbanix, Nampula
Nov 2015 até hojeFundador e Lead Software ArchitectSiversa ERP
2024 até hojeEngenheiro e General ManagerSumbanix Software Group
Jul 2025 até hojeSoftware Engineer e CTO3SIX Business Solutions
AnteriorCEOITCORE GROUP
FormaçãoLicenciatura em Engenharia Informática e de TelecomunicaçõesUniversidade Politécnica, Maputo
FormaçãoPós-graduação em PsicologiaComportamento humano e resiliência mental

Referências públicas

Fontes abertas para cruzar cargos, empresas e produtos. Contactos directos no cartão ao lado.

Os módulos do ecossistema

No backoffice, os módulos partilham a mesma base. O POS é outro posto: a venda fica na loja; a licença e os updates passam pelo CRM. Não há atalho para a connection string do ERP.

Comercial e Financeiro
Facturação

Emissão de facturas, recibos, notas de crédito e proformas com numeração sequencial, histórico por cliente e conformidade fiscal.

POS

Ponto de venda para lojas, restaurantes e balcões. Cliente Windows próprio: licença e updates no CRM. Não abre a base do ERP.

CRM

Pipeline comercial, leads, oportunidades, actividades e histórico de contacto com clientes, alinhado com a facturação.

Financeiro

Fluxos de caixa, contas a pagar e receber, tesouraria e visão clara de quanto entra, sai e fica disponível.

Contabilidade

Plano de contas, lançamentos, balancetes e mapas contabilísticos alinhados com a operação comercial.

Compras

Fornecedores, encomendas, recepção de mercadoria e controlo de aquisições do pedido ao pagamento.

Relatórios

Indicadores, dashboards e relatórios gerenciais para decidir com base em números actualizados, não em estimativas.

Operações e Logística
Stock

Produtos, armazéns, lotes, preços e movimentos. Saiba o que tem, onde está e quanto vale.

Logística

Entregas, rotas, expedição e acompanhamento da mercadoria desde o armazém até ao cliente.

Frotas

Veículos, manutenção, consumos e gestão de transporte próprio ou terceirizado.

Produção

Ordens de produção, matérias-primas, transformação e controlo fabril integrado com stock.

Projectos

Planeamento, tarefas, prazos e execução para empresas de serviços, obras ou consultoria.

HST

Saúde, segurança no trabalho e conformidade. Registos, incidentes e obrigações legais organizados.

RH

Colaboradores, permissões, assiduidade e processos de recursos humanos ligados à operação.

Soluções Sectoriais
Bombas

Gestão de postos de combustível: bombas, tanques, turnos e reconciliação de vendas.

Hotelaria

Reservas, quartos, recepção e facturação integrada para unidades de alojamento.

Clínica

Agenda, pacientes, consultas e facturação clínica num fluxo contínuo.

Académico

Alunos, turmas, propinas e gestão institucional para escolas e centros de formação.

Advocacia

Processos, clientes, prazos e honorários para escritórios jurídicos.

Lavandaria

Gestão de pedidos de lavandaria, peças, estados de serviço, entregas e facturação integrada com clientes e caixa.

Microcrédito

Gestão de microcrédito: clientes, contratos, prestações, cobranças e acompanhamento da carteira, alinhado com a tesouraria.

Ginásio

Gestão de ginásio: membros, planos de mensalidade, check-in, aulas e facturação integrada com clientes e caixa.

Porque a empresa publica este perfil

Quem escolhe um sistema de gestão merece saber quem o pensou. A Siversa publica este retrato na terceira pessoa para não misturar a voz do fundador com a voz do produto. O trabalho continua a ser o dele. A responsabilidade de o descrever é da casa.

Se a empresa procura uma plataforma nacional, modular e preparada para crescer, veja os planos ou fale connosco. Para facturação electrónica junto da Autoridade Tributária, o artigo de compliance de Santos Lemane cobre o comunicado de início, a memória descritiva e a comunicação mensal à AT.

Perguntas frequentes sobre Inácio Sumbane e o Siversa Cloud

Quem é Inácio Sumbane?

Inácio Sumbane é engenheiro de software moçambicano, especialista .NET, fundador da Siversa ERP e arquitecto do SiversaPOS, do CRM (Admin e MySiversa) e do Sumbanix CodeBot. Este perfil é escrito pela empresa, não por ele na primeira pessoa.

Quem criou o Siversa Cloud?

O Siversa Cloud foi criado e arquitectado por Inácio Sumbane. O LinkedIn marca 2015 como fundação da Siversa ERP. A versão desktop consolidou-se a partir de 2018 e a linha v4 vive hoje na cloud.

O que é o Sumbanix CodeBot?

É a ferramenta de modelação que Sumbane idealizou: o schema SQL manda, o CodeBot exporta manifesto e migrations, o ERP consome o export e o operador aplica no tenant. Evita o desvio entre o modelo e o código.

Como se ligam o ERP, o POS e o CRM?

O POS não usa a base do ERP. Licença, pagamento e updates passam pelo CRM com desafio RSA. O ERP isola tenants no pedido. O admin e o MySiversa são planos de identidade distintos, com cookies que se excluem.

Onde posso saber mais sobre Inácio Sumbane?

Nesta página, em LinkedIn, Instagram, Facebook e em www.siversa.co.mz.

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